Monthly Archives: Março 2012

Sonhos descodificados

Mário Simões, um professor de psiquiatria e ciências da consciência da faculdade de medicina de Lisboa, defende que os sonhos devem ser tomados como um aviso. O professor defende que se deve dar especial relevância aos sonhos repetidos. Pois são manifestações subconscientes do seu cérebro a manifestar-se podendo querer dizer que algo está mal. Todos os outro sonhos não devem ter tanta importância, pois são apenas parte daquilo a que podemos chamar de “máquina trituradora”. Isto é, os outros sonhos são compostos por elementos fúteis do nosso dia-a-dia, que ficam retidos no nosso subconsciente. Assim, esses mesmos sonhos são apenas imagens misturadas e sensações, que estão a ser processadas pelo cérebro.
Dizer que isto é saudável é correcto! O cérebro precisa de dormir para descansar e processar a informação diária. Diz-se que cerca de 90% dos nossos sonhos, são tratados pelo cérebro durante esses estágios do sono, para que no dia seguinte possamos ter novas ideias. O cérebro trata os sonhos como uma incineradora processa e separa o lixo.

Patológicamente observa-se que as pessoas que não sonham ou mantêm alguma dificuldade em fazê-lo, tem alguns problemas de saúde. Sabe-se também que as memórias da vida, são integradas e fortalecidas através do sono e dos sonhos. As pessoas que mais sofrem de insónias ou que normalmente não conseguem ter uma noite descansada de sono ou sonhos, são as que mais se irritam no seu dia-a-dia e as que menos produzem no seu local de trabalho e no seu próprio dia-a-dia. E que padecem também de uma maior desatenção e cometem mais erros durante os seus dias e no seu trabalho.

Quanto aos animais, observa-se que os animais que não sonham ou que deixam de sonhar, normalmente vêm a morrer nesse seguimento, padecendo de infecções imonulógicas graves. O mesmo pode acontecer com as pessoas que podem padecer de situações neuro-imunológicas.

Assim se mantêm as questões de para que precisamos de dormir e para que servem e o que são os sonhos? E qual o seu impacto na sociedade?

(Texto escrito e revisto pelo repórter Observer)

Sempre atento:

Observer!


A violência no Brasil

Este não é um verdadeiro artigo, é mais uma pergunta para todos os Leitores do Brasil. Pois há algo que não consigo entender e gostaria de ler as vossas opiniões.

Há um vídeo que está a dar a volta ao mundo. É um vídeo que chega do Brasil e relata em directo o assassinato dum rapaz.

Antes demais o vídeo em questão.

ATENÇÃO:
O conteúdo do vídeo pode ofender as pessoas mais sensíveis.


É verdadeiro? É falso?
Pouco importa.

Há alguns dias estava a falar com uma rapariga à beira do regresso para o Brasil.
- Contente?
- Sim, muito, é o meu País. Mas duma coisa vou sentir falta: a segurança.
- Como assim?
- Aqui vocês podem sair de casa sozinhos à noite, não há problemas. No Brasil não é assim. Eu vou abrir uma pequena loja na minha cidade e já sei que vou ter problemas com os roubos, os assaltos e mais ainda.

Fui espreitar Wikipedia, que tudo sabe e tudo explica.
Na lista dos Países mais violentos do planeta durante a década de 2000, o Brasil ocupa uma posição pouco simpática: 14ºlugar, com um rácio homicídio/100.000 habitantes de 23. Isso significa que em cada 100.000 pessoas, 23 são assassinadas.
Eis a lista das primeiras posições segundo os últimos dados disponíveis, com os respectivos rácios:

El Salvador (71)
Honduras (67)
Jamaica (62)
Guatemala (52)
Saint Kitts and Nevis (52)
Venezuela (49)
Trinidad e Tobago (43)
Colômbia (39)
África do Sul (34)
Belize (29)
Bahamas (25)
República Dominicana (24)
Panamá (24)
Brasil (23)

Para fazer uma comparação, Portugal fica mais em baixo (rácio 1.22), Italia (0.98), enquanto em último lugar temos o Principado de Mónaco com um rácio de 0.00.

Observando a classificação dos vários Estados Brasileiros, sempre segundo os últimos dados disponíveis (que neste caso são de 2008), podemos ver como as áreas com mais homicídios são:

Alagoas (60.3)
Espírito Santo (56.4)
Pernambuco (50.7)

Todas zonas costeiras, no Leste do País.
Eu pensava que os lugares mais perigosos ficassem nas grandes cidades, tipo Rio de Janeiro ou São Paulo, mas assim não é: os "cariocas" ficam com um rácio de 34%, enquanto São Paulo ultrapassa de pouco 14%, até é uma zona "tranquila".

Então eis as minhas perguntas: porquê tanta violência no Brasil? É só ligada à pobreza?
Duvido: Espírito Santo, por exemplo, tem indústrias e um importante sector das exportações, tenho a certeza de que haverá regiões mais pobres no País.

E o binómio pobreza-violência não funciona. Voltando à lista anterior, no Egipto não vivem mergulhados no ouro e mesmo assim têm um rácio de 1.24%. O mesmo pode ser dito para outros Países, tal como o Chile (1.68), Tajikistan (1.76), Vietnam (1.85), Bangladesh (um dos Países mais pobres do mundo: rácio 2,86), Kosovo (3.2), Yemen (4.0).

Em qualquer caso, o Brasil era um País mais pobre no passado, mas com um rácio menor. Aliás, é interessante notar como o rácio aumentou de forma progressiva com o passar do tempo:

1980: 11.7%
1981: 12.5%
1982: 12.5%
1983: 13.7%
1984: 15.2%
1985: 14.9%
1986: 15.1%
1987: 16.7%
1988: 16.6%
1989: 20.2%

Em teoria, com o melhorar das condições económicas, deveria melhorar também o estilo de vida dos cidadãos e, consequentemente, observar uma queda da violência como meio para resolver os próprios problemas. Mas no Brasil isso parece não ter acontecido. Porquê? 

Quero realçar: não é uma crítica, é apenas a tentativa de entender uma realidade que fica muito longe daquela que costuma viver o cidadão dum outro continente, neste caso a Europa.

Desde já: obrigado pelas vossas contribuições.
E bom fim de semana para todos.


Ipse dixit.

Fontes: Youtube, Wikipedia (rácio mundial), Wikipedia (Estados brasileiros) 

Sarkozy: «trauma» de Toulouse comparado ao 11 de Setembro

O Presidente Francês comparou esta sexta-feira os ataques perpetrados no sul de França, que vitimaram mortalmente sete pessoas, aos atentados do 11 de Setembro. Para o chefe de Estado, o «trauma» dos atentados cometidos em Toulouse e Montauban são um «pouco» comparáveis ao que foi causado pelos ataques do 11 de Setembro, nos Estados Unidos, em 2001. Nicolas Sarkozy confirmou também, em declarações à rádio «Europe 1», a detenção de 19 alegados islamitas por parte das autoridades francesas, mas disse que nem todos os detidos têm ligação aos ataques de Toulouse. Fonte: A Bola Um “False Flag”, como o 11 de setembro de 2001, que pressegue objectivos específicos, incluindo a criação de um sentimento permanente de medo na população e criar uma necessidade de protecção e segurança, compromisso de um bom governo! Tese-antítese-síntese!

Hamas e a cor do dinheiro

O líder do Hamas Ismail Haniya fez um discurso na sexta-feira na mesquita de Al-Azhar, no Cairo. Um discurso estranho. Ou talvez não, em linha com o mercado. Pontos de vista.
Eu saúdo todas as nações da Primavera árabe e eu saúdo o povo heróico da Síria que luta para a liberdade, a democracia e a reforma.
Eeeehhh???
Isso mesmo: Hamas apoia a Primavera árabe e os revoltosos da Síria.
Então, Hamas encontrou novos donos? Assim parece. E os donos têm rostos e nomes: a junta militar do Egipto, as monarquias do Golfo Pérsico. Em última análise: o Ocidente, na sua pior vertente. 

Uma ruptura completa com o Irão e a Síria e a aproximação com o imperialismo dos EUA.
Mas não é uma autêntica surpresa. Esta mudança "sísmica" já se tinha manifestado na posição mais recente da liderança com a reconciliação com a Fatah da Cisjordânia e a vontade de abandonar a luta armada contra israel. Agora, como selo e acto de contrição, chega o apoio às operações da intelligence ocidental na Síria.

O publico ficou a olhar, depois começou a gritar slogans contra o Irão e Hezbollah.

No mesmo dia em Gaza, outro membro do Hamas, Salah al-Bardaweel, afirmava:
Nenhuma consideração política nos fará fechar os olhos perante o que está a acontecer na Síria.
Que fique claro: Hamas tem todo o direito de abandonar a luta armada e de rever as próprias posições. É que isso acontece numa altura particular, mesmo na altura em que israel e o aliado americano apertam o cerco contra Teherão.

O Telegraph:
A escolha de fazer este anúncio no Cairo é um forte indício de que Hamas está disposta a cortar as suas antigas alianças para amarrar-se ao crescente poder do mundo árabe: a Irmandade Muçulmana.
Da mesma forma um artigo Global Post:
O facto de que Haniya foi capaz de proferir esse discurso numa das mesquitas mais importantes e influentes do Egipto é notável em si mesmo. Sugere que ao líder de Hamas foi dada garantia de assistência e, talvez, as promessas de um futuro diplomático no Egipto, caso abandonasse os seus benfeitores.
Promessas similares que parecem ter sido feitas também pelo Qatar; e há especulações de que tanto o Egipto, quanto o Qatar ou a Jordânia poderão acolher a sede de Hamas. Ainda esta semana, o Qatar prometeu um pacote de ajuda de 250 milhões de Dólares para reconstrução em Gaza.

Em delírio, obviamente, os media israelitas: Haaretz, num artigo intitulado "Hamas apoia a revolta na Síria", elogiou a reorientação de Hamas afastada da Síria [e do Irão] como um enfraquecimento do eixo anti-israelita.

Mesmo antes destas observações, havia fortes indícios de que Hamas estava disposta a abandonar os seus aliados anteriores, bem como a postura militar em relação a israel em troca do reconhecimento pelo Ocidente. O líder Khaled Meshaal, numa reunião em Novembro com o presidente palestino, Mahmoud Abbas, indicou que o Hamas iria parar a luta armada e prosseguir uma política de resistência não-violenta.
O jornal dos Emirados Árabes Unidos, o National, escreveu a este respeito:
Apesar do líder de Hamas, Khaled Meshaal, ter atenuado a posição do grupo em relação a israel, ainda está longe de ser certo que Hamas seja aceite por Washington e o Ocidente. Isto provavelmente exigirá que Hamas reconheça o direito de Israel de existir.
Sucessivamente Hamas iniciou negociações com a Fatah para um governo de unidade. As  negociações viram como intermediário em 5 de Fevereiro o Qatar, que tem fortes laços diplomáticas e económicas com israel. Negociações que não pareciam simples: mas agora, como ficou claro na semana passada no Cairo, todos os principais líderes de Hamas já estão a bordo.

Ao mesmo tempo, Haniya foi visitar as monarquias árabes pedindo ajuda.
O Boston Globe:
Mesmo com o Qatar que estava a mediar o acordo de unidade [entre Meshaal e Abbas], o primeiro-ministro de Hamas, Ismail Haniya, continuou a própria procissão pelos ricos Estados do Golfo: Qatar, Bahrein e Kuwait. O tom dele era mais parecido com aquele dum administrador e não dum militante anti-israel e encontrou os governantes do Golfo e os grupos de investimento para injectar dinheiro na luta de Gaza.
Outro aspecto significativo da viagem de Haniya foi o encontro cordial com o rei do Bahrein Hamad, em ocasião do qual Haniya tacitamente apoiou a repressão brutal contra a insurreição em curso. Segundo Haniya:
O Bahrain é uma linha vermelha que não pode ser comprometida porque é um Estado árabe islâmico.
The Jerusalem Post relatou em Dezembro, num artigo intitulado "A ascensão da Jihad Islâmica em Gaza desafia a regra de Hamas", que o Irão "com Hamas fora da sua órbita, aumentou o seu apoio para a Jihad Islâmica, que, de acordo com algumas estimativas, tem um arsenal de foguetes que compete em quantidade e qualidade com os armazéns de Hamas".

E a Jihad Islâmica é o único grupo importante na Faixa de Gaza que tem abertamente alinhado com a Síria. O seu líder, Ramazan Abdollah, viajou para o Irão e reuniu-se com o aiatolá Khamenei em Fevereiro: condenou os acontecimentos na Síria como uma conspiração dos EUA.

Da mesma forma, a Síria está a apoiar a Frente Popular para a Libertação da Palestina, que tem seguidores dentro dos campos de refugiados palestinianos no Líbano e na Síria, para compensar a perda do Hamas.

Em última análise, Hamas representa uma facção rival da burguesia palestiniana. O seu programa reaccionário dum Estado capitalista islâmico provou não ser capaz de satisfazer as necessidades e as aspirações do povo palestiniano. Num quadro em que Washington está a apoiar os grupos revoltosos na Líbia e na Síria e tenta abordagens com a Irmandade Muçulmana no Egipto, Hamas escolhe o realinhamento com os Estados Unidos, israel e os seus aliados árabes como a melhor forma de garantir-se contra a ameaça duma revolta em massas dos palestinianos.

O terrorismo não pode ser a solução e a Palestina já sofreu com décadas de guerra sangrenta. Mas é possível escolher a estrada diplomática sem por isso perder a dignidade.

Perante as Operações Chumbo Fundido, Hamas escolhe o ouro sólido.
E o mercado continua. Que avance o próximo.


Ipse dixit.

Fonte: WSWS

O FLUOR … então!!!





A Enganação do Flúor / The Flouride Deception

Dr. Arvid Carlsson: Foi agraciado com o Nobel de Fisiologia/Medicina de 2000. Polêmico, critica duramente a fluoretação da água potável, por considerar tal medida anti-ética e perigosa.



Dr. Dean Burk foi fundador do Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos, e um renomado cientista e pesquisador. Em inúmeras oportunidades, ele afirmou categoricamente, e conclusivamente, que "a adição de flúor nos suprimentos de água é um CRIME, um ASSASSINATO PÚBLICO EM GRANDE ESCALA".

50 razões para opor-se à fluoretação (por: Paul Connett, Ph.D).


Docverdade: http://docverdade.blogspot.com.br/2012/03/abaixo-assinado-abaixo-assinado-contra.html

Mais links:
http://sites.google.com/site/venenofluor/historico
http://venenofluor.blogspot.com.br/

Nenhum estudo sobre efeitos colaterais foi realizado pela AMA

Vinte longos anos do inicio da fluoretação das águas potáveis americanas, a Associação Médica Americana (AMA) admite que nenhum estudo foi realizado para saber se havia possíveis efeitos colaterais do Flúor no ser humano. E mesmo assim o programa da fluoretização das águas teve início, se manteve e continua com toda força. Mais uma vez sob o pretexto de combater cáries em dentes de crianças!!!

Carta resposta do Assistente Diretor do Departamento de Saúde Ambiental da AMA, Joseph E. Flanagan Jr, em 13 de Maio de 1965:





OBS: Complemento do blog "Pistas do Caminho":

Fluoreto de Sódio
NOME COMERCIAL: FLUORETO DE SÓDIO

DENOMINAÇÃO QUÍMICA: Fluoreto de sódio

FÓRMULA: NaF

CARACTERÍSTICAS: Pó cristalino branco, pouco solúvel em água.

APLICAÇÕES: Utilizado no tratamento de água e superfícies, na fabricação de pastas de dentes e inseticidas, na fabricação de cerâmicas e vidrarias, em materiais farmacêuticos, entre outros.

MANUSEIO E ESTOCAGEM: Armazenar em local seco e temperatura ambiente.

RISCOS À SAÚDE: A partir de doses de 5 a 10 microgramas, causa inibição enzimática, estado de choque pelas modificações da concentração de potássio, agressão a certos órgãos, principalmente os digestórios.

EMBALAGENS COMERCIALIZADAS:

SACOS C/ 25 KGS

SIMBOLOGIA: 6.1

ONU: 1690

CAS: 7681-49-4

CLASSIFICAÇÃO: Tóxico

http://www.quimesp.com/index.php?page=shop.product_details&category_id=6&flypage=flypage.tpl&product_id=133&option=com_virtuemart&Itemid=71 


E ponto final ... Já não se trata mais de uma questão de crença.

ACORDA!!!

A Grande Fuga continua

No passado dia 6 deste mês, o blog publicou um artigo cujo título era: A Grande Fuga. O assunto era a mais recente vaga de demissões (125) de top managers de bancos espalhados pelo globo, que tinham abandonado os respectivos cargos desde Setembro do ano passado.

Acontece que a hemorragia ainda não parou e está a alcançar dimensões preocupantes: agora são mais de 300. Ao juntar as demissões de pessoal ligado aos governos e as companhias privadas, o total atinge as 700 unidades. Mas, claro está, o foco está centrado na categoria "bancos e seguros", onde tantas "partidas" todas juntas são algo de muito esquisito, sobretudo considerando o timing, o curto período no qual acontecem.

A lista completa pode ser encontrada nas páginas dum grupo de Facebook que decidiu seguir os desenvolvimentos. A primeira parte da lista contem os nomes das pessoas que abandonaram o cargo no interior duma instituição financeira, seja banco ou empresa de seguro, fundo de investimento, etc.
No total, 313 nominativos em poucos meses. Nada mal.

Explicações? Nenhuma.
A única coisa que pessoalmente lembro é que quando o barco afunda, os ratos fogem. Mas não tenho a certeza ser este o caso. Pode ser que o dono do barco tenha decidido simplesmente mudar de ratos.

Ipse dixit.

Relacionado: A Grande Fuga
Fontes: Global Mass Resignation (Facebook), Wake Up World

A Rainha pusher

Sexta-feira, até que enfim...

Então vamos com alguns notícias "soft", tanto para bem dispor o Leitor em vista do fim de semana.

Por exemplo, esta, no limite entre gossip e crime: será que a Rainha da Inglaterra é uma pusher?

Exagerado? Sim, claro. Mas valem a pena algumas linhas, pois a noticia não é dum blogger com um trip acabado mal.

A Financial Services Authority (FSA) condenou o banco da rainha britânica, Coutts Bank, a uma multa de 8,75 milhões de Libras (nada mal) para não efectuar os controlos adequados sobre "pessoas politicamente expostas" e não ter impedido lavagem de dinheiro.

As deficiências do Coutts foram graves, sistemáticas e existência delas foi oficialmente autorizada ao longo de três anos. Implicaram um risco muito elevado, pelo banco, de gerir o produto do crime, como afirmado pela FSA num comunicado publicado no seu site oficial.

A notícia chega menos de uma semana após as afirmações de um candidato francês das eleições presidenciais, segundo o qual a rainha britânica deve a sua fortuna aos rendimentos do tráfico de droga e aos relacionamentos com os "banqueiros judeus da cidade."

No passado 21 de Março, Jacques Cheminade, candidato independente para o Palácio do Eliseu, afirmou aos microfones da emissora LCP:
Uma parte da fortuna da Rainha da Inglaterra vem do tráfico de drogas. Não toda a riqueza, existem várias outras fontes. Mas duma série de operações, incluindo, sim, o tráfico de drogas.
Conhecido como "O banco da Rainha", Coutts tem sido criticado por falhas "significativas, generalizadas e inaceitáveis", como descrito por Tracey McDermott, chefe de investigação dos crimes financeiros:
O valor da multa mostra a seriedade com que nós vemos as suas escolhas negativas.
Na verdade como notícia não é grande coisa: os primeiros a gerir o trafico das drogas foram os Estados e em caso de dúvidas façam um breve pesquisa no Google com a expressão "Guerra do Opio", algo relacionado com a China. A tal propósito, muita divertida é a descrição de Wikipedia, versão portuguesa:
Em 1830, os ingleses haviam obtido a exclusividade das operações comerciais no porto de Cantão. Exportador de seda, chá e porcelana, então em moda no continente europeu, a Inglaterra tinha uma grande dificuldade comercial em relação à China. Para compensar suas perdas económicas, a Grã-Bretanha vendia ópio indiano para o Império do Meio (China).
Coitada da Grã-Bretanha, o que podia ter feito? Afinal estava em crise, tinha uma "grande dificuldade comercial" em relação à China, a única solução era vender um pouco de ópio, que não faz mal a ninguém.

A realidade era muito mais prosaica: a China tinha proibido o consumo e o comércio de ópio e isso teria representado uma grave perda para os cofres ingleses. E Sua Majestade respondeu com o envio duma equipa naval que destruiu a frota chinesa, sitiou Cantão, bombardeou Nanquim e ameaçou a capital, Pequim.

E as guerras nem foram bem duas: a Primeira Guerra do Ópio (1839-1842) e a Segunda Guerra do Ópio (1856-1860), na qual participou também a França. Entre 18.000-20.000 mortos chineses ou feridos só na primeira ocasião.

E tudo por causa duma droga, o ópio. Desejamos falar de México e da CIA? Não vale a pena, voltemos ao nevoeiro londrino.

Coutts Bank não é um banco qualquer: é o banco da família real inglesa, onde ser aceite como cliente não é simples e não depende unicamente do dinheiro possuído.

Em Outubro de 2010, a FSA visitou o banco Coutts como parte da análise temática da gestão dos bancos. E o que a FSA encontrou não foi nada simpático: a investigação descobriu a Coutts não aplicava controles sérios ao iniciar o relacionamento com clientes de alto risco e não acompanhava de forma adequada essas relações "arriscadas". A FSA determinou que a Coutts falhou em fornecer um nível adequado de controle.
Mais especificamente, Coutts Bank falhou nos seguintes pontos:

  • reunir informações suficientes para estabelecer as fontes de riqueza e os recursos dos clientes de alto risco;
  • identificar e/ou avaliar a intelligence adversa utilizada para encobrir os clientes de alto risco e tomar medidas adequadas em relação a tal intelligence; 
  • manter actualizadas as informações acerca dos clientes de alto risco;
  • vigiar as transacções feitas pelos clientes de alto risco.
Na prática: o banco estava a borrifar-se para as actividades dos clientes e a transparência das operações era um aspecto propositadamente ignorado. Os clientes podiam fazer tudo e mais alguma coisa, o banco não teria feito perguntas incomodativas.
 
Tracey McDermott afirma:
As falhas de Coutts foram significativas, generalizadas e inaceitáveis. A sua conduta ficou bem abaixo dos padrões que esperamos. Coutts expandiu a sua base de clientes com o aumento dos relacionamentos com clientes de alto risco.
O ambiente regulatório em relação ao crime financeiro também havia mudado. É, portanto, particularmente decepcionante que Coutts não tomou medidas adequadas para gerir os riscos. Esta multa deve servir de alerta para outras empresas que não só devem constantemente a rever e adaptar os seus controles para os riscos de crimes financeiros dentro das empresas, mas que também devem efectuar alterações para reflectir as mudanças das normas legais.
O Banco Coutts concordou em negociar e, portanto, pode usufruir dum desconto de 30%; se assim não fosse, o FSA teria imposto uma sanção pecuniária de 12,5 milhões de Libras.

Deus salve a Rainha. E o banco dela.


Ipse dixit.

 Fontes: Financial Services Authority, Wikipedia,

Mais uma descoberta calculada de que existem milhares de milhões de planetas que podem ter vida

Cientistas que estavam numa procura por estrelas do tipo: Red Dwarf (anãs vermelhas), observaram a possibilidade de existirem cerca de 100 planetas parecidos com a terra a uma distância de “apenas” 30 anos luz.
Calcula-se que cerca de 40% de estrelas Red Dwarf, tenham corpos rochosos e/ou planetas nas suas órbitas. Esses planetas terão que ser semelhantes à terra mas maiores e têm que órbitar a zona habitável. Como a sua densidade é maior e as estrelas mais quentes do que a nossa anã amarela, a possibilidade de terem água é muito grande.
Para além desses cerca de 100 planetas que são apenas os mais próximos da terra, calcula-se que a nossa galáxia poderá albergar sozinha cerca de milhares de milhões dessas super-terras. E como as Red Dwarf são muito comuns também noutras galáxias, o Dr. Xavier Bonfils que liderou a equipa de investigação internacional, afirma que as possibilidades de existirem muitos mais destes planetas é quase infinita.

(Texto escrito e revisto pelo repórter Observer)

Sempre atento:

Observer!


Queridos Portugueses…

Queridos Portugueses,

Têm de saber isso: o governo está a enganar e com ele os jornais e os noticiários. Baixam os vossos ordenados, as reformas, tudo vai custar mais, a gasolina e os serviços: já estão mais pobres, e amanhã vai ser pior.
Eis o que acontece.

Quantas vezes já ouviram as palavras "consolidação orçamental do Estado, para voltar a crescer"? Crescer depois, claro, não agora. Agora é só austeridade.

Quantas vezes ouviram dizer que "gastámos demais antes e temos que poupar agora"? E que as contas do Estado têm de ser tratadas? É o que o governo está a fazer agora: gastar menos (os famosos cortes) e taxar mais. Tudo bem. Mas exactamente o quê acontece?

Acontece que o que o governo não gasta (por exemplo nos serviços, nos salários ou nas reformas) terá de ser pago por nós. Nós teremos de gastar as nossas poupanças ou fazer sacrifícios. Menos poupanças, mais dívidas. Simples, não há fuga possível: alguém tem de pagar.

Mas cuidado com a armadilha: pescar nas poupanças significa empobrecer um pouco mais, fazer dívidas significa empobrecer muito. Resultado: milhões de pessoas tornam-se um pouco mais pobres ou muito mais pobres.

Mas o governo que "trata" de Portugal decidiu que, além de gastar menos, vai cobrar mais impostos. Nós, que já somos um pouco mais pobres, como mencionado acima, também teremos de desembolsar mais dinheiro em impostos e taxas: pescar das poupanças que alguém tem, alguém não tem. Ou seja, menos poupança, e muitas mais dívidas. Logicamente, ficamos mais pobres.

Mas o que fazem as pessoas com cada vez menos poupanças ou até com dívidas? Param de gastar nas coisas que não são essenciais. Menos cinema, menos sapatos novos, não mudam de carro (já viram o mercado dos automóveis dos últimos meses?), compram menos casas, menos cosmética, menos vestuário, já não compram carne como antes, bebem menos vinho, acabam com a assinatura das revistas, não reestruturam a casa, saem menos para comer.

Alguém fica contente com isso: ah, finalmente uma vida como nos velhos tempos.

Não, meus senhores, não é como nos velhos tempos. Porque uma vez não havia tantas lojas, tantos "vícios", tantas comodidades. Hoje há.

Isso significa que cada uma dessas renúncias tem um custo: lojas e empresas que fecham. E isso significa salários cortados ou despedimentos, criação de desemprego, e talvez a filha do Leitor, que acabou de licenciar-se, não encontrará trabalho. É como um efeito dominó, no qual cai uma peça e começam a cair todas as outras, em todo o País. Então ficamos ainda mais pobres, o que cria incerteza, cria menos emprego, cria cada vez mais pobreza.

Prestem atenção:começámos com o Governo que fazia o "nosso bem". Onde acabámos? Aqui é onde acabámos:

Massas empobrecidas que gastam menos, tudo isto ameaça lojas e empresas, o que diminui os salários, as reformas e cria mais desemprego. Todos estes gastam ainda menos e a roda começa outra vez, menos dinheiro, menos ordenados, menos trabalho... mas não era "para o nosso bem"?

Ah, mas na televisão disseram que estes são "sacrifícios" necessários, porque depois tudo irá ficar melhor, haverá "crescimento"! Desculpem, queridos Portugueses, mas somos o quê? Uma cambada de atrasados mentais? Como é possível estar melhor se as coisas piorarem? É este um truque do mágico Merlin? O dinheiro irá aparecer nos pomares, misteriosamente?

Deve ser isso. Talvez Passos Coelhos e o seu "Salazarinho" (o Ministro das Finanças) sejam mágicos.

E sim, porque as coisas parecem boas mesmo: Passos Coelho também decidiu que o Estado deixará para sempre de dar-nos mais dinheiro do que conseguir cobrar, e isso é chamado "orçamento equilibrado". Significa que o Estado dará 100 e cobrará 100. Ficamos com zero (para os que têm mais dificuldades: 100 - 100 = 0).

E a ideia é pôr esta regra na Constituição. Então, com o dinheiro zero do Estado, donde chegará o dinheiro para o mágico "crescimento"? Dos cidadãos e das empresas? Mas como? Já estão a ficar mais pobres e é dito que ao longo de 2012 será sempre assim. Como será inventado o dinheiro que já não temos e nem teremos?

Assistam a uma cena: numa sala há o Governo Coelho, na outra os cidadãos, as empresas, o resto do mundo. Então, tanto para resumir os conceitos:
  • Coelho e o seu grupo (no qual podemos inserir também o CDS e o Partido Socialista) cortam os serviços, aumentam as contribuições e nós ficamos mais pobres (e esta é a reorganização da Despesa Pública)
  • Coelho e o seu grupo fornecem aos cidadãos zero dinheiro (e este é o orçamento equilibrado)
  • Nesta altura, os cidadãos e as empresas devem encontrar o dinheiro para melhorar a situação, mas como a economia foi posta de rastos, dinheiro já não há (e este é o crescimento)
Realmente, são precisos anos de formação académica para poder imaginar uma economia como esta, era preciso Salazarinho.

Queridos Portugueses, não é tempo para brincadeiras. Estão a destruir a vida, as nossas vidas, tal como estão a destruir a vida dos vossos filhos. E porquê fazem isso? São doidos? Nada disso, simplesmente fazem o trabalho para o qual serão recompensados, favorecem os negócios dos bancos, das grandes corporações e dos especuladores (que depois são a mesma coisa).

Vejam em quais mãos ficou a dívida pública portuguesa. Não sabem onde procurar? Claro, meus senhores, mais simples defini-los "os especuladores", termo genérico, sem pormenores. Pois sem nomes não há culpados.
Perguntem ao vosso partido quem ficou ao longo destes anos todos com os juros pagos pelo Estado, e não esqueçam que o Estado são vocês.

Ou, em alternativa, escolham a estrada mais simples: pensem que tudo isso é necessário, que foi culpa dos "outros" e que afinal estas são as melhores medidas possíveis. Se querem mesmo ser transgressivos, participem numa inútil manifestação de rua, mas não tentem disfarçar-se de jornalista porque são só porradas: afinal estamos em democracia.


Ipse dixit.

Fonte: Come Don Chisciotte

Queridos Portugueses…

Queridos Portugueses,

Tê,de saber isso: o governo está a enganar e com ele os jornais e os noticiários. Baixamos os vossos ordenados, as reformas, tudo vai custar mais, a gasolina e os serviços: já estão mais pobres, e amanhã vai ser pior.
Eis o que acontece.

Quantas vezes já ouviu as palavras "consolidação orçamental do Estado, para voltar a crescer"? Crescer depois, claro, não agora. Agora é só austeridade.

Quantas vezes ouviram dizer que "gastámos demais antes e temos que poupar agora"? E que as contas do Estado têm de ser tratadas? É o que o governo está  afazer agora: gastar menos (os famosos cortes) e taxa mais. Tudo bem. Mas o que exactamente o quê acontece?

Acontece que o que o governo não gasta (por exemplo nos serviços, nos salários ou nas reformas) terá de ser pago por nós.Nós teremos de gastar as nossas poupanças ou fazer sacrifícios para ainda mais graves. Menos poupanças, mais dívidas. Simples, não há fuga possível: alguém tem de pagar.

Mas cuidado com a armadilha: pescar nas poupanças significa empobreceu um pouco mais, fazer dívidas significa empobrecer muito. Resultado: milhões de pessoas se tornam um pouco mais pobres ou muito mais pobre.

Mas o governo que "trata" de Portugal decidiu que, além de gastar menos, vai cobrar mais impostos. Nós, que já somos um pouco mais pobres, como mencionado acima, também teremos de desembolsar mais dinheiro em impostos e taxas: pescar das poupanças que alguém tem, alguém não tem. Ou seja, menos poupança, e muitas mais dívidas. Logicamente, ficamos mais pobres.

Mas o que fazem as pessoas com cada vez menos poupanças ou até com dívidas? Pare de gastar nas coisas que não são essenciais. Menos cinema, menos sapatos novos, não muda de carro (já viram o mercado das automóveis dos últimos meses?), compra menos casas, menos cosmética, menos vestuário, já não compra carne como antes, bebe menos vinho, acaba com a assinatura das revistas, não reestrutura a casa, sair para comer menos.

Alguém fica contente com isso: ah, finalmente uma vida como nos velhos tempos.

Não, meus senhores, não é como nos velhos tempos. Porque uma vez não havia tantas lojas, tantos "vícios", tantas comodidades. Hoje há.
Isso significa que cada uma dessas renúncias tem um custo: lojas e empresas que fecham. E isso significa salários cortados ou despedimentos, criação de desemprego, e talvez a filha do Leitor, que acabou de licenciar-se, não encontra trabalho. É como um efeito dominó, no qual cai uma peça e começam a cair todas as outras, em todo o País. Então ficamos ainda mais pobres, o que cria incerteza, cria menos emprego, cria cada vez mais pobreza.

Prestem atenção:começámos com o Governo que fazia o "nosso bem". Onde acabámos? Aqui é onde acabámos:

Massas empobrecidas que geral gastam menos, tudo isto ameaça lojas e empresas, o que diminui os salários, as reformas e cria mais desemprego. Todos estes gastam ainda menos e a roda começa outra vez, menos dinheiro, menos ordenas, menos trabalho... mas não era "para o nosso bem"?

Ah, mas na televisão disseram que estes são "sacrifícios" necessários, porque depois tudo irá ficar melhor, haverá "crescimento"! Desculpem, queridos Portugueses, mas somos o quê? Uma cambada de atrasados mentais? Como é possível estar melhor se as coisas piorarem? É este um truque do mágico Merlin? O dinheiro irá aparecer nos pomares, misteriosamente?

Deve ser isso. Talvez Passos Coelhos e o seu "Salazarinho" (o Ministro das Finanças) sejam mágicos.

E sim, porque as coisas parecem boas mesmo: Passos Coelho também decidiu que o Estado deixará para sempre de dar-nos mais dinheiro do que consegue cobrar, e isso é chamado "orçamento equilibrado". Significa que o Estado dará 100 e cobrará  100. Ficamos com zero (para os que têm mais dificuldades: 100 - 100 = 0).

E a ideia é pôr esta regra na Constituição. Então, com o dinheiro zero do Estado, donde chegará o dinheiro para o mágico "crescimento"? Dos cidadãos e das empresas? Mas como? Já estão a ficar mais pobre e é dito que ao longo de 2012 será sempre assim. Como será inventado o dinheiro que já não temos e nem teremos?

Assista a cena: numa sala há o Governo Coelho, na outra os cidadãos, as empresas, o resto do mundo. Então, tanto para resumir os conceitos:
  • Coelho e o seu grupo (no qual podemos inserir também o CDS e o Partido Socialista) cortam os serviços, aumentam as contribuições e nós ficamos mais pobres (a esta é a reorganização da Despesa Pública)
  • Coelho e o seu grupo fornecem aos cidadãos zero dinheiro (e este é o orçamento equilibrado)
  • Nesta altura, os cidadãos e as empresas devem encontrar o dinheiro para melhorar a situação, mas como a economia foi posta de rastos, dinheiro já não há (e este é o crescimento)
Realmente, são precisos anos de formação académica para poder imaginar uma economia como esta, era preciso Salazarinho.

Queridos Portugueses, não é tempo para brincadeiras. Estão a destruir a vida, as nossas vidas, tal como estão a destruir a vida dos vossos filhos. E porquê fazem isso? São doidos? Nada disso, simplesmente fazem o trabalho para o qual serão recompensados, favorecem os negócios dos bancos, das grandes corporações e dos especuladores (que depois são a mesma coisa).

Vejam em quais mãos ficou a dívida pública portuguesa. Não sabem onde procurar? Claro, meus senhores, mais simples defini-los "os especuladores", termo genérico, sem pormenores. Pois sem nomes não há culpados.
Perguntem ao vossos partido quem ficou ao longo destes anos todos com os juros pagos pelo Estado, e não esqueçam que o Estados são vocês.

Ou, em alternativa, escolham a estrada mais simples: pensem que tudo isso é necessário, que foi culpa dos "outros" e que afinal estas são as melhores medidas possíveis. Se querem mesmo ser transgressivos, participem numa inútil manifestação de rua, mas não tentem disfarçar-se de jornalista porque são só porradas: afinal estamos em democracia.


Ipse dixit.

Fonte: Come Don Chisciotte